Declaração de uma passante anônima para a Carroça,
em uma tarde de abril de 2011.
Praça da Alfândega, Porto Alegre.

Em nossa banca não circula dinheiro. Funcionamos por escambo, ou seja, troca. Na carroça, disponibilizamos  aos clientes uma seleção de produtos singulares cuidadosamente preparados por nosso equipe, e  cada um é uma peça única. Trabalhamos com duas linhas de produtos:  1) cartões postais confeccionados a partir de fotografias descartadas ou fotografias que não deram certo e 2)  escritos de gaveta doados ou entregues como pagamento na própria Carroça. Como pagamento, recebemos histórias. As narrativas podem ser orais ou escritas. Sempre temos banquinhos, ouvidos atentos, papéis, canetas e pranchetas esperando pelos clientes na Carroça.  Aceitamos qualquer forma de narrativa: memórias, fragmentos, contos, sonhos, divagações, listas, etc.